O modelo de pudim de passas de J.J. Thomson

O modelo atômico proposto pôr William Thomson (1824-1907), em 1902, descreve o átomo sendo constituído pôr uma nuvem de eletricidade positiva, distribuída uniformemente em um volume esférico, no interior da qual se acham os elétrons. A carga líquida do sistema é nula. Foi Thomson que derrubou a idéia de que o átomo era indivisível.

Em 1903, J.J. Thomson concebe um modelo. Como o átomo é eletricamente neutro e existem elétrons em seu interior, há cargas positivas que as contrabalançam. Desconhecendo a distribuição destas cargas, Thomson imagina o átomo como uma esfera de eletricidade positiva, de densidade uniforme e raio igual as dimensões atômicas. Os elétrons encontram-se incrustados nesta esfera, como passas em um pudim. Sobre cada elétron, equilibra-se as forças atrativa, proveniente da carga positiva, e repulsiva, exercida pêlos demais elétrons.

    Alguns meses depois, Thomson propõe uma variante deste seu modelo para tentar explicar a emissão de luz e de raios X pêlos átomos, considerando que os elétrons se movimentam sem resistência no meio positivo, em trajetórias circulares, coplanares. Agora, para Thomson, os elétrons vibram; as vibrações dos anéis internos explicariam a emissão dos raios X e a dos anéis externos a de luz visível.

    De acordo com Thomson, os elétrons deviam concentrar a quase totalidade da massa de um átomo. Como chegou a escrever, "existe espaço suficiente para 1700 elétrons em um átomo de hidrogênio". Ele abandona esta concepção em 1906, associando a maior parte da massa de um átomo à eletricidade positiva, quando percebe que o número de elétrons em um átomo deve ser da ordem do número atômico.

Atribui-se a Thomson a descoberta dos elétrons.